Antes que eu esqueça...

Francisco Ferraz
Publicado em: 19/03/2016

Acho importante comentar que os fatos políticos adquiriram tal velocidade que se sucedem em frenética sequência, o que dificulta muito uma análise de maior profundidade da situação política brasileira. 

Em Antes que eu esqueça...  vou abordar aspectos pontuais da política brasileira que, a meu juízo merecem sobreviver à força arrebatadora da frenética sequência de fatos políticos que, praticamente a cada dia, se renovam.

Vejam o que sucedeu com um aspecto da guerra do impeachment que, uma vez pautado para discussão e decisão, já ocupou a  centralidade nos debates e deliberações, tanto nas casas do Congresso, como no executivo e mesmo no STF: a questão do voto secreto.

Ontem, acompanhando a sessão do STF que decidia sobre o rito do processo de impeachment, a questão novamente foi trazida à discussão entre os ministros da Corte Suprema. Foi nesta ocasião que me ocorreu o seguinte pensamento: Na história da democracia o voto secreto sempre foi um instituto com o qual se pretendia defender a liberdade do cidadão, ao defender a liberdade de opinião e decisão dos representantes frente à pressão dos poderes políticos.

Neste sentido, a discussão separava os defensores do voto aberto na escolha dos membros da Comissão Processante do impeachment (governistas) dos defensores do voto secreto (oposição). 

A questão subjacente era o poder do governo (caneta que nomeia e a chave que abre o cofre) para premiar ou punir os deputados conforme a decisão que tomassem, o que somente poderia ser praticado se o voto fosse aberto.

Hoje, com o rápido enfraquecimento de um governo fraco, com a megamanifestação do dia 13, com o desgaste das delações premiadas e das conversas telefônicas de Lula com a Presidente mais conveniente seria  para o governo que o voto fosse secreto!

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