O principal problema do Brasil é o problema econômico.

Francisco Ferraz
Publicado em: 16/02/2016

ATENÇÃO:

O trecho abaixo transcrito é de um discurso de importante político brasileiro que consegue resumir, de forma concisa e sóbria, um dos impasses mais perigosos da politica brasileira.

Proponho aos nossos assinantes um teste: quem terá feito este discurso e quando (aproximadamente).

A resposta correta você encontrará na seção Variedades.

Peço apenas que nos envie por email ou no Facebook se você acertou ou não.   

 

Trecho do discurso

“E aqui, Sr. Presidente, toco o ponto final do que tinha a dizer. De minhas próprias palavras se conclui que um dos dois grandes problemas do Brasil moderno é o problema econômico que está sem solução: este é o grande mal, o terrível mal de que estamos todos a sofrer e todos a gritar, justamente nas mesmíssimas condições do provérbio: “casa de pouco pão, todos a gritar e ninguém com razão”; eu diria melhor o final: “casa de pouco pão, todos a gritar e todos com razão”, porque nada existe mais capaz de tudo justificar – do que barriga vazia...

Este sim é o grande mal do Brasil de hoje e por isso disse em princípio que desconhecê-lo seria como andar pelas ruas e não ver as casas.

E o que mais admira é que se fala nele por toda a parte, em todos os tons e em todas as linguagens e só aqui, só no Congresso Nacional, no meio dos representantes do povo, é que não se fala nele; é como se não existisse e estivéssemos no melhor dos mundos possíveis.

Quer-me parecer, Sr. Presidente, que já o Governo e o Congresso deveriam ter encarado de frente, esta questão no seu tríplice aspecto: aumento da produção em geral, meios garantidores de nosso principal produto de exportação, sábia repressão aos manejos inconfessáveis dos Minotauros dos novos tempos – o câmbio. (...)

Mas a par e acima das medidas legislativas e governamentais, cumpre ensinar ao povo a sã doutrina de não dever ele tudo esperar do poder – o sol, a chuva, a abundância e o bem estar; de si mesmo, de sua própria energia, de seu espírito de iniciativa, de seu valor associativo, de seu engenho prático, de sua coragem, é que ele tem de tirar o melhor do que necessita.

Não deve o povo pedir tudo aos governantes, restando-lhe apenas o consolo de falar mal deles, quando não o servem, exatamente pelo mesmo processo das velhas beatas que tudo rogam a Santo Antônio, quando o pobre santo, as mais das vezes, não as pode servir.”

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Serra Talhada - PE

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