A modernização aparente: dissociação de forma e conteúdo

Francisco Ferraz
Publicado em: 04/11/2015

O processo de modernização de uma sociedade tem sido invariavelmente definido com referência a características sociais, expressas em variáveis macrossociológicas. Assim sendo transposto um determinado limiar nas estatísticas sobre urbanização, educação, produtividade, infraestrutura, saúde, comunicações considera-se que a sociedade em questão concluiu com sucesso sua transição da sociedade tradicional para a moderna.

Esta forma de conceber o processo de modernização foi hegemônica, ao longo das últimas décadas do século passado na teoria sociológica, política e econômica e ainda subjaz às distinções que se estabelecem entre subdesenvolvimento e desenvolvimento, tradição e modernidade, países pobres e países ricos nas análises atuais.

Em todas essas polaridades estava presente de maneira implícita a crença histórico-mecanicista de que todas as sociedades - qualquer que fosse o seu ponto de partida - passavam por fases iguais, a partir do momento em que mudanças estruturais alteravam de maneira irreversível as instituições da sociedade tradicional até então vigentes.

Para os proponentes dessas teorias, o processo de modernização, de forma progressiva e com crescente velocidade, sobrepujava as instituições da sociedade tradicional, pelo impacto avassalador das modificações que desencadeava.

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