Fale menos do que gostaria

Francisco Ferraz
Publicado em: 14/09/2017

Falar e ouvir, principalmente falar, é a marca dos políticos e da política. Falar num discurso no pódio de uma Câmara Legislativa, falar numa reunião com assessores, falar em sussurros com outros políticos, falar para a mídia, conversar com eleitores, falar e falar.

Não apenas falar, mas falar bem. Adestrar-se em cursos e livros de oratória, treinar a voz, cuidar da voz, aprender os “truques” que funcionam, adquirir a capacidade de dramatização, dominar a arte do discurso.

Tudo isto está certo. O político deve falar e deve falar bem. Esta é uma arte do seu ofício que precisa ser dominada. Não há a menor dúvida que a oratória conquista, convence, persuade; nem tampouco que a argumentação consistente e sólida se impõe; nem mesmo que a dramatização oportuna e apropriada comove e sensibiliza; que o uso habilidoso das palavras pode seduzir.

A questão da valorização da palavra torna-se então de suma importância para o político, exatamente pelo uso intensivo e frequente que dela faz no exercício de seu ofício.

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