No governo, a técnica não substitui a política

Juliano Corbellini
Publicado em: 06/05/2016

É muito comum alguns governantes cometerem o erro de acreditar que propostas com qualificação técnica substituem a política. Em outras palavras, muitas vezes os governantes acreditam que propostas elaboradas por uma equipe técnica altamente qualificada são inquestionáveis, tanto por parte dos eleitores como, e principalmente, por parte dos opositores.

Esse erro não possui uma data certa para acontecer. Ele pode ocorrer tanto durante o período da instalação de um novo governo, como no decurso de um mandato ou durante uma campanha eleitoral, e suas conseqüências podem ser desastrosas.

Antes de tudo, é preciso ressaltar que a técnica não é algo dispensável aos administradores públicos, muito ao contrário, em tempos de escassez orçamentária, a técnica de diagnóstico e de gestão das receitas públicas é algo indispensável.

O equilíbrio das contas públicas entrou para o vocabulário e o cotidiano dos governantes com a estabilização da moeda. Antes de isso acontecer, o governo federal simplesmente emitia moeda para cobrir os gastos da União, dos estados e dos municípios. Colocando mais moeda em circulação, os consumidores ficam com mais dinheiro no bolso, podendo comprar mais produtos do que a indústria é capaz de produzir. Conseqüentemente, quando a procura por produtos é maior que a oferta, os preços sobem, alimentando a inflação.

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