A especialização do legislador: uma saída e uma armadilha.

Francisco Ferraz
Publicado em: 23/08/2017

Os legisladores estão sempre sendo "cobrados" por suas ações e por resultados. Eles estão menos protegidos que o político do poder Executivo. Este último tem sua sala, sua secretária, sua agenda, seus horários. A ele não se tem acesso direto. É preciso marcar audiência.

O legislador, ao contrário, está em permanente contato com seus colegas, com a imprensa, que tem franco acesso às dependências da Casa, com os funcionários do órgão, e, last but no least, com o eleitor que também circula livremente pelos corredores e gabinetes. Mais ainda, o político no Executivo goza da presunção de que seu tempo é precioso, que está sempre ocupado, e, portanto, não ser recebido por ele é percebido, pelas pessoas, como compreensível e justificado.

Mas esta tolerância não se aplica ao legislador. Para ele, a presunção é contrária. Ele tem tempo de sobra para receber pessoas, falar com a imprensa e conversar com os colegas. Se não agir com esta abertura, será tomado como "mascarado", "arrogante", "vaidoso", etc.

Essa discrepância nas presunções, explica-se, em grande medida, pela imagem do legislador, construída em cima das reuniões de plenário. Ao contrário do imaginário popular, o plenário não é uma "sala de aula", com os legisladores sentados nos seus lugares, votando leis.

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Opinião do leitor

Recomento o sítio para todos os que gostam de política. É muito bom, parabéns. Gostaria de sugerir a inclusão de arquivos de áudio. É uma sugestão.

Marcus Siqueira da Cunha
Pelotas - RS

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