Pós-eleição - Cuidado para não falar demais

Francisco Ferraz
Publicado em: 31/10/2016

É preciso primeiro colocar-se na situação do candidato eleito, após uma eleição dura e disputada. Durante a campanha era o candidato quem buscava a mídia, quem a procurava para defender-se, apresentar suas idéias e projetos, esclarecer controvérsias, apresentar sua imagem, entre outros objetivos.

Vitorioso, inverte-se de imediato a equação. A mesma mídia que antes se apresentava arredia, desconfiada de que estava sendo usada, agora o procura, tem tempo para ele, e, o que é mais importante, garante-lhe os melhores espaços nos veículos.

Ao mesmo tempo, há uma enorme curiosidade da população sobre o novo governante. As pessoas querem conhecê-lo mais e melhor, saber o que pensa, o que pretende fazer, com quem vai trabalhar, e tantas outras curiosidades normais após toda a exposição pública e controvérsias ensejadas pela campanha. Da parte do vitorioso há, como é compreensível, o desejo de explorar esta súbita boa vontade e disposição dos veículos ao máximo para aumentar a sua popularidade. Ainda mais sabendo que esta situação não vai durar por muito tempo.

Por outro lado, ele também sabe que precisa manter muitas questões (exatamente aquelas em que a mídia está mais interessada) sob reserva. Precisa ganhar tempo para pensar, avaliar pessoas, pesar as pressões, informar-se sobre a realidade do cargo que vai assumir, reavaliar as promessas de campanha e organizar a sua estratégia para o breve período transição-posse-início-primeiros 100 dias.

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