A profissionalização política.

Francisco Ferraz
Publicado em: 27/03/2017

Já dizia o escritor escocês Robert Louis Stevenson, autor dos clássicos "A Ilha do Tesouro" e "O Médico e o Monstro":

"A política talvez seja a única profissão em relação a qual se considera que nenhuma formação prévia é necessária."

A origem do poder Executivo é a monarquia e a do Legislativo, as câmaras de nobres e, mais tarde, também de burgueses. Tais procedências marcaram a política como uma atividade "desinteressada", "amadora" e um "incômodo" que os bem-nascidos deviam suportar em razão da responsabilidade e da prerrogativa de governar o povo, historicamente atribuídas a eles. Assim, era inconcebível a ideia de gratificar a atividade política. Na época, somente recebiam remuneração fixa e regular os empregados, os subalternos. Um governante e um parlamentar - de extração nobre ou burguesa - não poderiam então ser submetidos a tal constrangimento que, além de desnecessário, era percebido como humilhante.

O primeiro avanço verdadeiramente firme em direção ao tratamento profissional da atividade política ocorreu na Inglaterra, em maio de 1838, durante a primeira fase do Movimento Cartista - ação operária e popular que recebeu este nome porque recolheu 1,2 milhão de assinaturas em favor de uma petição conhecida como "Carta do Povo". No documento entregue ao parlamento inglês os cartistas reivindicavam cinco pontos:

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Josafá Ramalho
Imperatriz - MA

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