Culpa por associação: o caso de Bill Ayers

Francisco Ferraz
Publicado em: 28/06/2017

É preciso apresentar Bill Ayres para os nossos leitores. Poucos, provavelmente, o conhecerão. Líder estudantil na década de 60, incansável lutador contra a guerra do Vietnam. Por ter-se recusado a ser incorporado às Forças Armadas, mergulhou na clandestinidade, e, como membro do movimento radical Weather Underground, participou de algumas ações de terrorismo político, como ele insiste, contra instituições e monumentos, mas não contra pessoas.

Com o fim da Guerra do Vietnam, desapareceu da cena política por 4 décadas, para reaparecer em 2008, como alvo privilegiado da campanha republicana contra Barack Obama. Ayers foi apenas uma peça da “campanha negativa” que o partido republicano conduziu contra a candidatura Obama. Note-se a seleção da foto, com o nítido objetivo de despertar a animosidade do espectador. O texto da carta de Ayers ao NYTimes, reproduzido mais adiante nesse texto, apresenta a explicação dele para as mudanças que ocorreram com ele de 1968 até agora.

As outras peças, igualmente importantes, foram as do Rev. Wright, pastor negro que casara Obama e que era líder da Igreja por ele frequentada. O pastor Wright é um radical que pratica um racismo contra a América branca, com uma oratória violenta, inflamada e de mau gosto.

O fato de Obama ter sido casado por ele há anos atrás, e o de frequentar a Igreja onde Wright era pastor, serviu de argumento suficiente para estabelecer a culpa de Obama por associação.

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Opinião do leitor

Parabéns pelo novo formato, adorei o teste de conhecimentos políticos. Gostaria de participar mais vezes, pois é uma forma de exercício da memória.

Joana Matos de Oliveira
Florianópolis - SC

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