O comercial “porta giratória”, a sequência de Willie Horton

Francisco Ferraz
Publicado em: 15/06/2017

O primeiro, foi lançado na mídia em setembro de 1988, durante a campanha para a Presidência dos EUA, e o segundo ("porta giratória"), em outubro do mesmo ano. O efeito conjunto destes dois comerciais foi devastador. Com eles, George Bush (pai) conseguiu o principal objetivo estratégico da campanha: definir seu adversário para os eleitores. E definiu-o como um liberal em matéria de crime e violência, como um fraco, e, portanto, uma pessoa incapaz de lidar com os bandidos com firmeza.

Ora, se com os "bad guys" locais (os criminosos condenados) ele era hesitante, fraco, e se deixava enganar por eles, quanto mais o seria contra os "bad guys" do mundo (inimigos dos EUA). Portanto, a conclusão era uma só: Dukakis não possuía as condições necessárias para ser presidente e proteger a América e os americanos. Foram, também já o dissemos, dois "comerciais malditos". Isto é, caricaturas impiedosas do adversário, trabalhando com meias verdades, e agindo sobre os medos e preconceitos do povo. Mas o fato é que funcionaram. E é fato também que Dukakis não esteve a altura do desafio, para respondê-los competentemente e contra-atacar.

Ataque se responde com contra-ataque, agressão com indignação e com contra-agressão. Insistimos que o eleitor tende a aceitar um ataque não respondido, ou mal respondido, como verdade, como se o atacado não tivesse elementos para desmanchar a acusação, e devolver o golpe contra quem o atacou.

Cenário de uma prisão, com uma porta giratória, filmado em preto e branco. Uma longa fila de prisioneiros, vestidos com uniformes azuis, passa, sem qualquer obstrução, pela porta giratória, alcançando a rua e a liberdade. O locutor, em off, contava que o governador Dukakis tinha vetado a aplicação da pena de morte no seu estado (Massachussets), e que havia, com muita liberalidade, concedido indulto a assassinos. O comercial dava a entender que 268 prisioneiros, condenados por assassinatos, tinham se beneficiado das licenças de fim de semana que o governador concedia aos presos de bom comportamento, e que, uma vez na rua, voltaram a cometer crimes.

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Opinião do leitor

Afirmo com convicção de que você têm possibilidade de prestar um grandew serviço à cultura política nacional, se conseguirem entrar no meio estudantil para dar cursos sobre Ciência Política. Dirijam todos seus esforços para as novas gerações. As velhas estão corrompidas. O mau caratismo impregna a atividade política nacional Há que se preparar uma nova geração de políticos. Vocês devem estar na linha de frente nessa batalha. Parabéns.

Joel Sampaio de Arruda Câmara
Olinda - PE

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