Carisma e Sedução

Francisco Ferraz
Publicado em: 21/11/2016

Carisma, na sua concepção original, significa “dom da graça”. É uma qualidade excepcional que os indivíduos atribuem a certas pessoas, em posição de liderança. Originalmente, tratava-se de um conceito religioso que denotava a capacidade de fazer coisas extraordinárias, fora do alcance das pessoas comuns, como “milagres”, “falar línguas”, “ter visões”, “capacidade de comunicar-se com a divindade”, "profecias" e outras análogas.

Na origem de todas as religiões há sempre uma ou mais figuras carismáticas que, por suas qualidades extraordinárias e por seus feitos excepcionais, credenciaram-se, perante seus contemporâneos, como taumaturgos – intérpretes da palavra e vontade divina – e como fundadores de uma religião. Com o tempo o conceito tornou-se mais racional,chegando mesmo a integrar-se ao vocabulário sociológico e político, pela obra de Max Weber.

Weber, na sua clássica tipologia de formas legítimas de autoridade, incluiu, ao lado da legitimidade tradicional e da legal, a legitimidade carismática. Na moderna linguagem da política, usa-se o termo carisma e carismático com demasiada liberdade. Fica difícil distingur ambos do conceito de popularidade.

Mais que oportuno, entretanto, é necessário distinguir.

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