A TV mudou a política: Reagan e Collor não foram presidentes por acaso

Francisco Ferraz
Publicado em: 18/12/2015

Nos países europeus estas mudanças ainda são descritas como a "americanização das campanhas", sem esconder o sentimento de uma mudança "importada" e mal digerida, mas, como tantos outros produtos americanos, cada vez mais adotados e consumidos. Estas mudanças são tão irreversíveis como a própria televisão, e, em pleno reinado da TV, já assistimos o lento desabrochar da mais nova mudança na tecnologia da política: a internet.

Há quatro grandes mudanças introduzidas pelo uso da TV nas campanhas eleitorais, em relação às quais se pode afirmar, sem medo de errar, que são universais. Isto é, havendo a hegemonia da TV na comunicação política, elas ocorrem.

1. O poder do jornalismo televisivo para pautar campanhas
O jornalismo televisivo não somente mudou a forma de recepção das notícias como moldou a maneira de pensar sobre os fatos que afetam a política. Os noticiários televisivos reeducaram a opinião pública, infundindo nas pessoas um sentimento de confiança na sua capacidade de entender os grandes assuntos que fazem notícia. A linguagem acessível, os auxílios audiovisuais, as conclusões apresentadas, tudo encapsulado em matérias de 30 ou 60 segundos, passam a impressão de que, com pouco investimento em atenção e com a informação que outros selecionaram para nós, estamos bem informados e em condições de fazer julgamentos sobre matérias complexas e importantes.

O poder deste jornalismo é enorme por três razões:

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