A correspondência do legislador: incômodo ou ajuda?

Francisco Ferraz
Publicado em: 24/07/2015

Responder à correspondência dirigida ao legislador é uma das tarefas permanentes do seu gabinete. Há vários tipos de cartas e impressos que chegam ao legislador diariamente. São convites para eventos, impressos de toda a ordem, cartazes, correspondências protocolares, documentos, circulares, e as cartas de seus eleitores, ou pelo menos, de eleitores de sua região. Como regra, o staff faz uma filtragemda correspondência, levando ao legislador aquelas que, de acordo com os critérios fixados previamente, ele deve ler e despachar.

É de grande importância que os critérios de filtragem sejam definidos com precisão e clareza para que a simplificação da tarefa não acarrete futuros constrangimentos para o político. A regra básica da filtragem é separar a correspondência que exige uma atenção pessoal do legislador, daquela que pode ser despachada pelo staff. O erro correspondente à filtragem é o staff despachar uma correspondência, que devia ter sido levada à atenção pessoal do legislador.

Dentre os vários tipos de correspondência que um legislador recebe, reveste-se de especial importância aquela que vem dos eleitores de sua região, seja no âmbito do estado ou do município. Esta correspondência deve sempre ser considerada como politicamente importante, como uma oportunidade de ajuda política e não como um incômodo, por mais inapropriada e inoportuna que seja. Não se esqueça que, quem se deu ao trabalho de escrever e mandar uma carta ou um email, espera ser levado a sério e receber uma resposta atenciosa.

Neste aspecto cumpre assinalar a primeira e mais importante regra para lidar com correspondência: correspondência recebida deve sempre ser respondida. É desnecessário elaborar mais esta questão por que, na imensa maioria dos casos, ela é conhecida e respeitada pelos legisladores e governantes. Não há limites para as solicitações feitas ao legislador pelos eleitores. Famoso é o caso de um deputado federal americano que recebeu uma carta pedindo que ele falasse com Nixon para que, na sua viagem à União Soviética, trouxesse uma colher russa para a sua coleção de colheres. Ao contrário do que se poderia esperar, o deputado respondeu à carta, dizendo que o presidente estaria muito ocupado na sua viagem e que, por isso, ele não se sentia à vontade para fazer-lhe tal pedido. Mas ele estava escrevendo uma carta para o embaixador americano pedindo-lhe que conseguisse a colher, e que tão logo a recebesse, a enviaria.

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Opinião do leitor

Prezados senhores, parabéns pelo conteúdo bastante dinâmico e informativo do site. Além das seções de cunho político atual, chamou-me a atenção a seção de especiais históricos.



Ricardo Albuquerque
Rio de Janeiro - RJ

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