O silêncio não comete erros

Francisco Ferraz
Publicado em: 23/10/2017

Em toda a história política mundial, poucas advertências foram repetidas de tantas formas diferentes - embora sempre com o mesmo teor - como aquelas que aconselham o governante a ter cuidado com suas palavras. Armand Jean Du Pleiss, o Cardeal de Richelieu, primeiro-ministro do rei Luís XIII, célebre por ser o grande artífice do Absolutismo Reale por sua obra, constituída, basicamente, de conselhos políticos, costumava alertar o monarca francês para o fato de que: "Convém sempre ser comedido ao falar e escrever, e exteriorizar somente o que for necessário. Quando as palavras escapam, através da língua ou da pena, torna-se bem difícil controlá-las"

Há razões para tantas e tão eloqüentes advertências. O governante, o líder político, é diferente dos outros mortais. Não apenas pela posse do poder, como também pelo acesso a informações e conhecimentos secretos ou, no mínimo, reservados. Mais ainda, o conhecimento do que vai fazer com essa autoridade. Possuí-la configura um estigma para o detentor e para aqueles que estão distantes dela.

A autoridade do homem sobre o homem é sempre odiosa - e somente é suportável porque, sem ela, a sociedade não poderia existir.

É para torná-la tolerável que se criam sistemas eleitorais, mediante os quais "nós" escolhemos quem receberá aqueles poderes, dentro de limites legais previamente estabelecidos. É dessa forma que o poder adquire legitimidade, isto é, a força moral impositiva e aceita como justa, eticamente válida e vinculativa em relação ao nosso comportamento.

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Opinião do leitor

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Eliete de Oliveira Lins
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