10 questões prioritárias para resolver na passagem de "modo de eleição" para "modo de governo" (III)

Francisco Ferraz
Publicado em: 17/11/2016

7) Criação da imagem do governo
Já foi dito inúmeras vezes neste site que um político é conhecido pelos eleitores por sua imagem. O mesmo vale para um governo. Ao longo do período de mandato, o novo governo vai adquirir uma imagem própria, diferente dos governos anteriores. É por esta imagem que, na próxima eleição, o representante da situação será "cobrado" e será julgado eleitoralmente. Produzir a imagem de um governo é tarefa bem mais complexa do que produzir a imagem do governante. Desde logo porque o governo é uma entidade plural, mas a sua imagem é uma só.

A imagem do governo se define em torno de uma batalha de comunicação. De um lado está o governo, com sua estrutura de comunicação e publicidade tentando "vender" a imagem que deseja ter (marca, slogan, etc), e de outro está a oposição, propondo uma contestação daquela imagem pretendida, e a mídia, que, pelo seu trabalho de acompanhamento e análise, contribui para reforçar, ora a imagem positiva, ora a negativa.

Do outro lado deste palco está o eleitor, assistindo a este combate e formando sua opinião. A passagem de "modo" implica pois, na criação da imagem do governo, cuja consistência não mais será medida, como na campanha, pelas promessas e intenções, mas sim por resultados concretos. Esta imagem, construída com consistência e coerência, tanto em relação às promessas de campanha, quanto no que respeita à imagem de seu chefe, precisará ser defendida e promovida durante todo o mandato, de maneira a chegar à próxima eleição consagrada pela aprovação dos eleitores.

8) Promessas de campanha irrealizáveis
Com a passagem de "modo", as promessas de campanha precisam ser reavaliadas detalhadamente. Por vezes para se eleger foi necessário prometer mais do que é possível fazer. Neste caso é preciso, já de início, definir prioridades e comunicar-se com o eleitor de forma afirmativa, nunca na defensiva. É fundamental preparar o espírito do eleitor para aquelas promessas que não serão realizadas, ou serão apenas de forma parcial. O governante terá que ser persuasivo para obter do eleitor "autorização" para livrar-se daquelas promessas, sem jamais reconhecer que as fez sabendo que eram impossíveis de se realizarem.

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Opinião do leitor

Vocês estão de parabéns, esta é a primeira vez que acesso o site e estou impressionado com o material que vocês estão disponibilizando. O site é excelente!

Marcos Antônio Severo
Candelária - RS

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