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De Gaulle e a mística da liderança.

Francisco Ferraz
Publicado em: 07/11/2016

No início da década de 30 do século passado, Charles De Gaulle, então apenas um major do exército francês, definiu de forma primorosa as características da liderança e os atributos pessoais que um líder deve ostentar. O texto do livro (no original, "Le Fil de Lépée") revela uma profunda e madura compreensão sobre a natureza da posição e tornou-se um clássico do tema. Talvez o que haja de mais significativo na mensagem seja o fato de que o general, em sua vida política e militar, foi rigorosamente fiel aos preceitos por ele próprio enunciados. Sua trajetória pública e o desempenho por muitos anos à frente da França traduzem fielmente o conteúdo da obra, confirmando a solidez de suas convicções e a coerência entre seu pensamento e suas ações.

"O prestígio é, em grande medida, uma questão de sentimento, sugestão e impressão, e ele depende primariamente da posse de um dom elementar, de uma aptidão natural que desafia a análise. O fato é que certos homens possuem, talvez mesmo desde o nascimento, a qualidade de exalar autoridade, como se fosse um líquido, embora seja impossível precisar em que consiste.

"Este fenômeno tem alguma coisa em comum com a emoção do amor, que não pode ser explicada sem a presença do que nós costumamos chamar de charme, na falta de uma palavra mais apropriada. Mais estranho ainda é o fato de que a autoridade exercida por certos indivíduos muitas vezes nada tem a ver com seus dons intrínsecos e habilidades. Não é raro de se encontrar homens com excepcionais qualidades intelectuais que não a possuem, enquanto outros, muito menos dotados, a possuem num grau muito elevado. Assim, embora haja este dom natural de autoridade que não pode ser adquirido, porque provém da mais profunda natureza de certos indivíduos, há também alguns elementos constantes e necessários, que podem ser adquiridos ou desenvolvidos.

Em primeiro lugar, e acima de tudo, não pode haver prestígio sem mistério, pois a familiaridade produz o desprezo. Todas religiões possuem seu santo dos santos e nenhum homem é um herói para seu empregado de quarto. Os projetos, o comportamento, as operações mentais de um líder devem possuir sempre um algo que os outros não conseguem entender, que os intriga e os agita, atraindo sua atenção.

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