COMPARTILHAR
Capa > Mandato > Leis do Poder

Selecione suas amizades com critério

Francisco Ferraz
Publicado em: 10/09/2015

Poucas palavras possuem um uso mais universal e inconsequente do que amigo. Empregamos o termo para designar as mais variadas relações pessoais. Chamamos de amigo aquele que já nos forneceu prova de sacrifício pessoal por estima, como nomeamos da mesma forma quem acabamos de conhecer numa festa. É certo que, interiormente, sabemos que alguns são verdadeiros amigos - com os quais podemos contar nas mais difíceis situações - e outros são apenas conhecidos - com quem apenas descobrimos possuir algumas afinidades. Excluídos os casos-limite - os dos verdadeiros amigos versus os conhecidos recentes e eventuais - forma-se um espaço intermediário no qual nosso julgamento vai ficando crescentemente obscurecida. Como avaliar quem é mais amigo quando se compara uma relação atual, porém muito intensa e com elevado grau de afinidade, com outra antiga e confiável, mas com muito menos identidade e já um tanto vincada pelo tempo?

A questão da amizade está bem presente no nosso cotidiano, produzindo ora surpresas agradáveis e gratificantes, ora desilusões e decepções. Esse círculo social, entretanto, é sempre restrito ao plano individual. Diferente é a situação de um político, sobretudo daquele investido de poder: as conseqüências de um equívoco grave na definição de quem é amigo - e do quanto é - são enormes. Não apenas atingem um diâmetro social muito mais amplo, como podem acarretar efeitos danosos para a imagem e a carreira do político. Um líder não pode entregar ao acaso a decisão sobre suas amizades. Jamais esqueça: você é julgado pelos amigos que mantém e com os quais convive. Quanto mais elevado for o cargo que você ocupa, mais seletivo deverá ser na escolha das pessoas que considera amigas.

O poder é um afrodisíaco, como se costuma dizer, um imã que magnetiza quem está em torno daquele que o detém. Ele atrai tudo que há de melhor nas pessoas, assim como o que há de pior nelas. E quem tem o poder terá de lidar com ambas. Por isso, quando for entregar sua amizade, faça com que sua decisão seja guiada pela escolha e não pelo acaso. Amigos devem ser examinados com objetividade e realismo, testados nos infortúnios e certificados não apenas pela afetividade, mas também pela lucidez, discrição e sobriedade. Amigos sábios e prudentes afastam os problemas. Amigos inconseqüentes e irresponsáveis os atraem. A lucidez de um amigo e sua solidariedade irrestrita em momentos de dificuldade são qualidades que só podem ser devidamente avaliadas por quem já necessitou desse apoio e o encontrou.

 

Este texto pertence a uma coluna com acesso restrito, para continuar lendo cadastre-se e escolha entre um dos planos de assinatura.

Assine Aqui

Já sou assinante

Informe seus dados abaixo para continuar.



Esqueci minha senha

 

COMPARTILHAR

Área do usuário:

E-mail

Senha

> Esqueci minha senha

> Quero me cadastrar

Curta nossa página no Facebook Siga-nos

Opinião do leitor

Gosto muito de receber e ler as mensagens. Trazem dicas importantes para os candidatos atuais. Pena que a minha vez de candidato já passou e não tive esta chance de tê-los como ofertantes de tanto marketing.

Rubens Lima Purysco
Belo Horizonte - MG

Leia mais >>